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                                     CIÚMES - II

                Para melhor entendimento leia a partir da Parte 1

                                      Parte 2

Aguardavam-me sentadas a uma bancada decorada e muito ampla, Vania e Bina sua filha mais ligada à doutrina, muito mais por devoção e simpatia que por frequência. O filho que sofria assédio do plano espiritual estava deitado num living que dava para o nosso ambiente, era possível vê-lo deitado no sofá e ouvir toda a narrativa do filme que assistia em seus mínimos detalhes, tal a altura do volume da televisão. Não por acaso, é bom que se frise. A conversa se desenrolou a cerca dos motivos já citados, apenas com mais detalhe e emoção. Visto pelo lado material, tratava-se de mais um caso típico de separação conjugal seguida de sua natural e nem sempre fácil adaptação. O filho assume a posição de um dos lados, pai ou mãe, em seguida lembra-se que até então tinha uma família 'completa' e que agora não existe mais. Nunca dão muita bola para o que acontece em casa, apenas notam que algo mudou quando os pais chegam com a notícia derradeira do divórcio. Estão sempre com os olhos voltados para o próprio umbigo. Natural na juventude.
Sabemos no entanto que, o plano espiritual esta o tempo todo entrelaçado ao material, invariavelmente é no primeiro que se criam todas as ações para o que se sucede em nossas vidas. Não. Não estamos a mercê dos caprichos e frivolidades dos espíritos sempre que eles querem. Mas, sempre estaremos interligados e a nossa postura é que determinará qual o grau desse envolvimento.
O amigo desencarnado que tem se 'mostrado' tão presente na casa, encontrou ali uma maneira de se manifestar e geralmente vem em busca de socorro, explicação ou cobrança. Nessa busca afoita e sem prévio aviso tipo: -  'oi! Tô chegando ai daqui uns dias para passar uns tempos', como acontece em nosso plano, acaba por causar um desequilíbrio natural, ou, sobrenatural, já que as coisas começam a acontecer sem nosso entendimento e muito menos consentimento. Primeiro começam as noites mau dormidas, os sonhos começam a virar pesadelos, a sensação de déjà vu começa a ficar mais presente, temos arrepios em alguns lugares da casa mais que em outros, até que alguém na casa começa a perceber e até mesmo a ver vultos e 'aparições' de pessoas já falecidas, conhecidas ou não. Era esse o quadro em questão no momento de minha visita. Após explanação, fiz o convite para o comparecimento a uma casa de oração onde se sentissem bem e coloquei a disposição aquela a que frequento.
É bom lembrar que nunca devemos impor condições ou modos em casos como esses. Lembremo-nos do que esta nas escrituras: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).
Se a casa é de Deus e os ensinamentos são os do Mestre Jesus, procure a 'casa' que mais se lhe assemelhe e siga a Jesus. O que não devemos é forçar a pessoa a seguir o que nos convém.
Dito isto, encerramos e voltamos a nossa vida 'normal'. O 'chamado' da Vanda para que eu comparecesse e desse uma 'mãozinha' à sua amiga, 
foi a deixa para que o espírito que lá estava irrita-se a ponto de acompanhar minha amiga Vanda até sua casa e lá começar a causar o desconforto, motivo da ligação da Bina na terça-feira passada.
- Quem pensa que é essa dai para me tirar desta posição de conforto? Com quem ela acha que esta lidando? Vou dar um jeito de tirá-la do meu pé é ligeiro.
Essas são sempre as frases iniciadas numa sessão de desobesessão quando recebemos a visita de um amiguinho de jornada do plano espiritual fora do bem.
Lembrem-se, não existem pessoas más, existem pessoas fora do bem.
É preciso saber lidar com cada uma delas, guardando as devidas considerações. Jesus diz que devemos amar aos nossos inimigos, porém, não dispensar a este os mesmo sentimentos de confiança que dispensamos aos nossos entes queridos. Apenas que devemos não aumentar a mágoa ou o motivo de discórdia com pensamentos e desejos de vingança em relação ao desafeto. Orai e vigiai.


continua...

LuizcomZ
Enviado por LuizcomZ em 22/08/2010
Alterado em 05/11/2012


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